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Dia Internacional da Alfabetização

Por Vera Lucia Baptista Castiglioni

08/09/2025

Dia Internacional da Alfabetização: Ler e Escrever é Libertar ✍️

Hoje, celebramos mais do que letras e palavras. Celebramos a porta de entrada para a cidadania, para o pensamento crítico e para a liberdade: a alfabetização.

Num mundo cada vez mais digital e complexo, saber ler e escrever não é apenas um direito – é uma necessidade vital. Mas a realidade brasileira ainda carrega feridas profundas. Segundo o Ministério da Educação, apenas 59,2% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade certa em 2024, embora a meta fosse 60% (o que é muito pouco). Isso significa que milhões de crianças ainda não conseguem decodificar o mundo à sua volta.

No Espírito Santo, há motivos para esperança. O estado alcançou 71,7% de alfabetização até os sete anos, superando a meta nacional e se posicionando entre os cinco melhores do país. Vitória, nossa capital, brilhou com 73,2%, sendo a segunda melhor entre todas as capitais brasileiras. Mas ainda assim, quase 30% das crianças capixabas não dominam o básico da leitura e escrita. Isso não é apenas um número – é um alerta.

E não podemos falar de alfabetização sem mencionar a alfabetização funcional: aquela que vai além de saber ler palavras, e permite compreender textos, interpretar informações e participar plenamente da sociedade. No Brasil, cerca de 29% da população adulta é funcionalmente analfabeta, ou seja, lê, mas não entende. Isso afeta decisões políticas, acesso à saúde, oportunidades de trabalho e até a segurança.

Mais grave ainda é o número de adultos que nunca foram alfabetizados. Segundo dados da PNAD Contínua, mais de 11 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais não sabem ler nem escrever. São pessoas excluídas do direito básico à educação, que enfrentam barreiras diárias para exercer sua cidadania.

Desafios como desigualdade social e educacional; falta de formação adequada para professores; infraestrutura precária em muitas escolas públicas; baixo envolvimento familiar no processo de alfabetização e poucas políticas públicas voltadas à alfabetização de adultos ainda persistem.

Como gestores e/ou cidadãos podemos contribuir apoiando políticas públicas como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e iniciativas de EJA (Educação de Jovens e Adultos); valorizando e capacitando educadores; incentivando a leitura desde a primeira infância até a vida adulta e promovendo ações comunitárias de letramento e inclusão.

Que neste 8 de setembro, o Dia Internacional da Alfabetização e o Dia da nossa querida Vitória não seja apenas uma data no calendário, mas um chamado à ação. Porque alfabetizar é mais do que ensinar a ler – é ensinar a pensar, a sonhar e a transformar.

Alfabetização é liberdade! É dignidade! É futuro!

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